O artigo imputa-me, de forma falsa e lesiva da minha honra e reputação profissional, o conselho de “consumo alargado e excessivo” de carne vermelha, gordura saturada, ovos e sal. Tal afirmação é factualmente incorrecta e não encontra suporte no meu conteúdo público, cuja natureza é educativa e não constitui aconselhamento clínico individualizado.A afirmação de que fui “confrontada com o facto de o meu discurso ser incompatível com o consenso científico” não corresponde à realidade. Tal confrontação não ocorreu. As minhas declarações foram utilizadas fora do contexto em que foram prestadas, conduzindo a uma representação distorcida do seu significado.A classificação do meu trabalho como “pseudociência” e “desinformação” ignora a existência de debate científico legítimo sobre temas nutricionais. Revisões sistemáticas publicadas no Annals of Internal Medicine questionaram a robustez da evidência que sustenta recomendações para redução do consumo de carne vermelha e processada (Johnston et al., 2019).O artigo de estado da arte do Journal of the American College of Cardiology reconhece que os efeitos da gordura saturada dependem da matriz alimentar e do contexto metabólico global, não podendo ser avaliados isoladamente (Astrup et al., 2020). Estudos internacionais de grande dimensão também evidenciaram associações complexas entre consumo alimentar, gordura e mortalidade, contrariando interpretações simplistas (Dehghan et al., 2017).Questionar orientações nutricionais à luz desta evidência não constitui desinformação — constitui debate científico legítimo. Acresce que a incorporação da evidência na prática clínica pode demorar vários anos (Rubin, 2023), recomendando prudência antes de classificar posições divergentes como falsas ou pseudocientíficas.Sara Marilyn
“Conspirações e desinformação inspiram estrela da ‘medicina integrativa’”, publicado a 26 de Abril de 2026
Direito de resposta de Sara Marilyn a notícia publicada a 26 de Abril de 2026 nas edições impressa e online do PÚBLICO.
Sara Marilyn rebate acusações de desinformação nutricional citando revisões peer-reviewed do Annals of Internal Medicine e JACC que questionam o consenso sobre gordura saturada e carne vermelha. O caso expõe o risco reputacional de vozes health divergentes do consenso científico — sinal para gestores de plataformas wellness e conteúdo B2B.











