O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o envio da investigação do caso da "Abin paralela" à primeira instância. De acordo com o PGR, a única autoridade com foro no inquérito é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já condenado na ação do núcleo central da trama golpista.
Segundo Gonet, as pendências da investigação são focadas, a partir de agora, em crimes contra a administração pública, o que não demandaria atuação do Supremo.
"Todos os elementos informativos que lhe diziam respeito já foram considerados para denunciá-la – e condená-la– por executar um projeto autoritário de poder (do qual o desvio da estrutura de inteligência estatal foi etapa relevante)", disse, sobre Bolsonaro.
Da mesma forma, Giancarlo Gomes Rodrigues (sargento do Exército) e Marcelo Bormevet (policial federal) foram condenados em outubro passado no julgamento da ação do núcleo da desinformação da trama golpista.
"O mesmo desfecho não é possível em relação aos demais investigados. Os fatos remanescentes, ainda não denunciados, não guardam relação imediata com a autoridade detentora de foro especial ou com a sua finalidade antidemocrática, ainda que remotamente possam tê-las favorecido", afirmou Gonet.












