A Procuradoria-Geral da República voltou a pedir, nesta terça-feira 16, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
A sustentação oral, a cargo do subprocurador-geral da República Antônio Edílio Magalhães Teixeira, ocorreu durante o julgamento da ação penal no Supremo Tribunal Federal. Teixeira falou em “elementos e convicção fortíssima” ao requerer a condenação.
Representante de Eduardo, a Defensoria Pública da União alegou que o ex-deputado não foi devidamente citado no processo, uma vez que o oficial de Justiça não o encontrou no endereço procurado.
Teixeira, por sua vez, defendeu as provas obtidas com base em publicações de Eduardo nas redes sociais e em entrevistas à imprensa, ocasiões na qual ele expôs a articulação de sanções contra autoridades brasileiras e conclamou seus apoiadores a endossar as determinações do governo de Donald Trump.
Em declarações públicas, chamou Alexandre de Moraes de “perseguidor” e prometeu “aumentar a pressão” contra o ministro enquanto estivesse nos Estados Unidos. À época, Moraes era o relator da ação penal sobre a trama golpista, na qual a Corte condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.











