Polícia Federal indiciou Alexandre Ramagem, Carlso Bolsonaro e cúpula da agência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) localizada em Brasília. — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 11:09 Inquérito da "Abin Paralela" completa um ano sem avanços na PGR O inquérito sobre a "Abin Paralela" completa um ano na Procuradoria-Geral da República sem avanços. A investigação da Polícia Federal, concluída em junho, indiciou 36 pessoas, incluindo Alexandre Ramagem e Carlos Bolsonaro, por uso da Abin para espionagem política. Ramagem, condenado por conspiração golpista, está nos EUA. A PGR ainda não se manifestou sobre o caso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um ano após a Polícia Federal (PF) concluir as investigações sobre o caso da 'Abin Paralela', com o indiciamento da cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o inquérito enviado à Procuradoria-Geral da República não avançou. O relatório foi apresentado pela PF no dia 15 de junho e apontou que integrantes do governo Bolsonaro utilizaram ferramentas da Abin para monitoramento clandestino de autoridades e adversários políticos. O inquérito terminou com o indiciamento de 36 pessoas, incluindo o ex-deputado federal Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Ramagem foi, posteriormente, condenado no julgamento da trama golpista e fugiu para os Estados Unidos, onde permanece até hoje. A investigação começou após o GLOBO revelar, em março de 2023, a compra e o uso de um sistema chamado FirstMile. A ferramenta explorava uma brecha na rede de telefonia celular para rastrear a localização de alvos pré-determinados em todo o país. Chamada de "Abin Paralela", a estrutura teria sido montada pelo então diretor-geral do órgão, Alexandre Ramagem, e utilizada para produzir dossiês e disseminar notícias falsas segundo os interesses políticos do então presidente Jair Bolsonaro. O ex-presidente não foi incluído na lista final de indiciados porque já respondia pelo crime de organização criminosa no processo da trama golpista. Tanto Ramagem quanto o ex-presidente negaram, em ocasiões anteriores, a existência de uma estrutura paralela na agência. Procurada, a PGR não se manifestou. Entre os alvos do monitoramento irregular estavam o presidente do Supremo Tribunal Federal à época, Luís Roberto Barroso, e os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Dias Toffoli. O sistema de espionagem também teria obtido informações de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Maia, ex-presidentes da Câmara. A lista de indiciados também atingiu a atual cúpula da agência. Segundo as investigações, a atual direção teria dificultado acesso a dados relevantes sobre o monitoramento. A atual direção da Abin sempre rechaçou irregularidades e afirmou estar à disposição das autoridades.
Inquérito sobre a 'Abin paralela' completa um ano sem definição na PGR
Polícia Federal indiciou Alexandre Ramagem, Carlso Bolsonaro e cúpula da agência






