Indiciados no caso "Abin paralela" há mais de um ano, dezenas de servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) seguem em postos de comando e com acesso a informações sensíveis.

Em junho de 2025, a PF (Polícia Federal) concluiu as investigações e indiciou mais de 30 pessoas. Entre elas, o atual diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, o chefe de gabinete dele, Luiz Carlos Nóbrega e o corregedor-geral do órgão, José Fernando Chuy. Eles permanecem nas funções e com acesso a informações de Estado.

Em março, a diretoria da Abin exonerou a então diretora do departamento de Gestão de Pessoas, Isabel Gil. Ela era responsável pela área de recursos humanos, processos disciplinares e gestão de conflitos.

O indiciamento da PF ocorreu após a corporação apontar ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a atual direção da Abin, já no governo Lula, realizou ações que interferiram no andamento das investigações.

Após a operação, o governo federal demitiu o diretor-adjunto do órgão de inteligência, Alessandro Moretti.