O Brasil mal se recuperou das sequelas deixadas pelo El Niño, que nos últimos anos provocou secas severas na Amazônia, graves incêndios florestais no Cerrado e enchentes históricas no Sul do País, e já se depara com a ameaça de uma versão intensificada desse fenômeno natural, que ocorre em consequência do aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, desde a Austrália até a costa da América do Sul, capaz de alterar os padrões de temperatura e de chuvas em diversas partes do planeta. Indicadores dos centros climáticos da Europa (ECMWF), Estados Unidos (NOAA) e Austrália (BOM) revelam que o El Niño tem potencial para superar os índices registrados em 1877/1878, um dos mais severos da série histórica.
No Brasil, na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, cresce o temor de novas enchentes em uma área ainda marcada pela tragédia de maio de 2024. Na Amazônia e no Cerrado, a redução das chuvas e o aumento das ondas de calor podem criar condições favoráveis à propagação de incêndios florestais, repetindo um cenário trágico que se tem tornado cada vez mais frequente nos últimos anos. No Nordeste, a seca, tão massacrante para o território, poderá ser ainda mais intensa e, no Sudeste e no Centro-Oeste, o clima seco e as ondas de calor tendem a piorar.













