Fenômeno climático deve influenciar o comportamento da estação; especialistas preveem episódios de frio intenso, mas sem longa duração 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pedestres com roupa de frio em São Paulo — Foto: Willian Moreira/AtoPress/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 06:32 Inverno no Brasil: El Niño traz temperaturas e chuvas acima da média O inverno começa oficialmente neste domingo (21) com previsão de temperaturas e chuvas acima da média no Brasil devido à formação do El Niño, que promete influenciar o clima nos próximos meses. Especialistas preveem episódios de frio intenso, mas de curta duração. Enquanto algumas regiões enfrentarão umidade reduzida e riscos de queimadas, outras podem ter geadas e até neve. A expectativa é de um inverno com grande variação térmica e intervalos prolongados sem chuva. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O inverno começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21) com a expectativa de temperaturas e volumes de chuva acima da média em parte do país. Segundo meteorologistas, a rápida elevação das temperaturas da superfície do oceano Pacífico equatorial indica a formação do fenômeno El Niño, que tende a influenciar o clima nos próximos meses. Na cidade de São Paulo, a média histórica de chuva para a estação é de 130,5 milímetros, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura. Apesar da previsão de precipitações acima do normal, especialistas alertam que o período também poderá registrar intervalos prolongados sem chuva, acompanhados de temperaturas elevadas e grande amplitude térmica entre as manhãs e as tardes. Frio intenso, mas sem persistência O meteorologista Michael Pantera, do CGE, afirma que a estação não deverá ser marcada por frio rigoroso e contínuo. — Não deve ser um inverno rigoroso. Tem a condição do El Niño agora, então devemos ter algumas ondas de frio intenso, mas não prolongado — explicou à Folha de SP. Segundo ele, os efeitos mais fortes do fenômeno devem ser sentidos apenas na reta final do ano. — A intensidade maior do El Niño deve vir mais em novembro, no início da primavera. Mas a maior parte dos modelos numéricos segue indicando temperaturas e chuvas acima da média. Isso não significa necessariamente um inverno chuvoso, porque estamos justamente no período mais seco do ano — acrescentou. Frio no Rio de Janeiro: cidade registra menor temperatura do ano. 1 de 8 Manhã de frio e chuva no Rio — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 2 de 8 Frio no Rio - Cidade registra menor temperatura do ano — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Dia frio e com chuva no Rio de Janeiro — Foto: Márcia Foletto 4 de 8 Frio no Rio - Cidade registra menor temperatura do ano — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 8 Publicidade 5 de 8 Frio no Rio - Cidade registra menor temperatura do ano — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 6 de 8 Nas praias, é difícil encontrar corajosos que encarem o frio — Foto: Fabiano Rocha X de 8 Publicidade 7 de 8 Frente fria chegou à cidade no final de semana. Na foto, a praia de Copacabana. — Foto: Márcia Foletto 8 de 8 Praia de Ipanema em dia frio — Foto: Hermes de Paula X de 8 Publicidade Os dados do CGE apontam temperaturas médias mínimas entre 12,7°C e 15,2°C e máximas entre 23°C e 26°C ao longo da estação. O inverno mais chuvoso registrado na capital paulista ocorreu em 2009, com 352,2 milímetros acumulados, enquanto o mais seco foi o de 2017, com apenas 61,6 milímetros. Em âmbito nacional, relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que os maiores volumes de chuva devem se concentrar no noroeste da Região Norte, no leste do Nordeste e em áreas da Região Sul. Já grande parte do território brasileiro seguirá sob influência de massas de ar seco, condição que reduz a umidade do ar e favorece queimadas, incêndios florestais e problemas respiratórios. O instituto também prevê a ocorrência de geadas no Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul, possibilidade de neve em áreas serranas da Região Sul e episódios de friagem em estados da Região Norte e Centro-Oeste. Além disso, inversões térmicas frequentes durante a estação devem favorecer a formação de nevoeiros e névoa úmida, reduzindo a visibilidade em rodovias e aeroportos, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.