Na semana passada, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) emitiu um alerta para operadores de hidrelétricas na região Sul do país reforçarem a segurança para enfrentar a possibilidade de fortes chuvas no segundo semestre.

O alerta foi motivado pela grande probabilidade de ocorrência "do fenômeno El Niño de fortes proporções", afirmou a agência reguladora. "Faz-se necessária a tomada de ações preventivas para identificar e mitigar fatores de risco", diz o texto.

A possibilidade de fortes chuvas na região Sul é apenas um dos tipos de impacto que o El Niño pode ter no setor elétrico brasileiro, segundo especialistas. Aumento do uso de usinas térmicas (e da conta de luz) e cortes de fornecimento por incêndios e fortes ventos são outros.

"No setor de energia, as temperaturas mais altas tendem a elevar o consumo de eletricidade, especialmente por conta do uso de aparelhos de refrigeração", afirmou o Climatempo, em nota distribuída nesta segunda-feira (15).

"Ao mesmo tempo, a irregularidade das chuvas pode afetar reservatórios e exigir planejamento mais cuidadoso do sistema elétrico. Há ainda o risco de atraso no início do período úmido no Sudeste e Centro-Oeste, regiões que concentram cerca de 70% da produção hidrelétrica."