Na primeira quinzena de julho, o paraense Saulo Jennings inaugura filial do restaurante Casa do Saulo no bairro da Consolação em projeto ambicioso. Ele vai oferecer pratos à la carte típicos da região banhada pelo rio Tapajós em um casarão com 200 lugares —150 deles em área externa.
Será a segunda investida paulistana do chef, que mantém operações em Santarém (PA), Belém (PA) e Rio de Janeiro. A primeira, aberta em 2024 na Vila Olímpia, encerrou a atividade pouco depois de um ano. "Não foi por falta de cliente, o negócio estava perdendo a identidade. Meu sócio só pensava nas vendas e eu não aceitei trocar pirarucu por robalo."
Ter um restaurante consagrado em outro estado também não garantiu vida longa ao Canto do Picuí, do chef alagoano Wanderson Medeiros, que cerrou as portas em setembro de 2024, após três anos de atividade. Ou para a rede potiguar Camarões, cuja filial, na Vila Nova Conceição, serviu a última refeição no fim de dezembro de 2025, após quatro anos.
Visto pelos chefs e restaurateurs como um mercado atraente pela visibilidade e potencial de faturamento, São Paulo também é considerado um território receptivo aos "estrangeiros" que vêm de outras regiões do país. Mas é melindroso e altamente exigente —sem contar os custos de operação, entre os mais caros do país.










