Restaurante trocou de comando e faz homenagem louvável a pratos tradicionais da cidade; três garfinhos (bom) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casa Magnólia — Foto: Divulgação/Rodrigo Azevedo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 18:04 Casa Magnólia em Ipanema: Nova Direção Revitaliza Clássicos Cariocas Casa Magnólia, em Ipanema, sob nova direção de Thiago Gonçalves, revisita clássicos da gastronomia carioca. A casa, inicialmente criticada, agora impressiona com pratos como picadinho de mignon e bifinhos Magnólia. Oferece uma experiência nostálgica, destacando-se pela homenagem à culinária local. Avaliada com três garfinhos, é uma proposta única e louvável no cenário gastronômico do Rio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Voltei à Casa Magnólia com uma amiga mineira, jornalista de gastronomia. Já conhecia o espaço, estive ali logo nas primeiras semanas de funcionamento. Lembro bem minha animação e curiosidade com a proposta do restaurante, de reeditar pratos que fizeram (e seguem fazendo) a história da mesa carioca. Nada de cozinha autoral, apenas o resgate de clássicos reunidos num mesmo cardápio. E o garimpo era certeiro, estavam praticamente todos ali. A execução (ora, ora) é que pegou. De uma rodada de sete, oito pratos (a mesa era numerosa), nenhum me remeteu aos originais do Le Coin, do Degrau, do Antonio’s. Saí desapontada e dividida se deveria escrever sobre uma casa com menos de um mês de funcionamento. Optei por dar tempo ao tempo, prática, aliás, que o tempo me deu. Beirando os quatro meses de operação, o restaurante já trocou o comando da sua cozinha. No lugar da chef contratada para a estreia, que veio da China cheia de predicados e estrelas Michelin — e me pergunto se precisava tanto para reproduzir pratos feitos há décadas por cozinheiros anônimos —, entrou Thiago Gonçalves, que está à frente também do Posì, o italiano do grupo. Mas só me inteirei das mudanças porque comecei a achar tudo melhor logo na largada, com o vinagrete de polvo (R$ 52) e a salada de bacalhau com as bolinhas de grão-de-bico fritas dando uma crocância ótima (R$ 58). Casa Magnólia — Foto: Divulgação/Rodrigo Azevedo Dividimos ainda a panelinha (uma frigideira) de camarão ao alho fumegante, com rodelas de pão da casa (R$ 84); os rissoles de camarão (R$ 14), que sigo fiel aos servidos no Rancho Português; e a coalhada seca com tomate confitado (R$ 44), que pedia um pão árabe. Todos gostosos. De principal, pedi o picadinho de mignon, com arroz, farofa, couve, ovo frito e banana, o mais carioca dos cariocas (R$ 52). E aqui vai uma historinha para contar a amigos mineiros: o prato teria sido criado para Vinicius de Morares, que adentrava a noite bebendo e não comia por preguiça de cortar a carne. Daí, mandavam para a mesa do Poetinha ela já cortada. Já minha amiga pediu o único prato com o nome da casa: bifinhos Magnólia (R$ 112), filés fininhos, cobertos com um creme de cogumelos e arroz à piemontese — eis outra “coisa nossa”. O prato nasceu no La Mole: na falta de grão de risoto por aqui, lascaram manteiga para empapar... Boa sacada cearense. Para fechar, pudim de leite com calda de caramelo (R$ 28) e creme de papaia na taça com alta com licor de cassis, uma viagem no tempo (R$ 42). E, afinal, a casa deu a volta com o tempo (pode dar outras tantas), mas seu maior mérito é o de procurar homenagear a mesa carioca, mesmo que o DNA dos pratos não sejam necessariamente daqui (nossa mesa é a mistura de muitas) e que eles possam ser desfrutados em outros locais. No Magnólia, estão juntos num cardápio só. E isso, para uma casa nova, é inédito. E louvável. Casa Magnólia: três garfinhos (bom) Rua Garcia D’Ávila 151, Ipanema (99087-3577). Ter a qui, das 12h à meia-noite. Sex, das 12h à 1h. Sáb, das 11h30 à 1h. Dom, das 12h às 19h.
Picadinho, piamontese, rissoles: Casa Magnólia reúne, em um só cardápio, clássicos da gastronomia carioca
Restaurante trocou de comando e faz homenagem louvável a pratos tradicionais da cidade; três garfinhos (bom)
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