Casa onde funcionou o Le Coin, comandada pela jovem chef Mariana Rabello, traz mistura de sabores; três garfinhos (bom) Côt Parrilla — Foto: Divulgação/Rodrigo Azevedo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 17:22 Côt: Nova Parrilla Asiática Revoluciona Cena Gastronômica do Leblon No local onde funcionava o Le Coin, no Leblon, surge o Côt, uma inovadora casa de parrilla asiática, liderada pela chef Mariana Rabello. Com cortes de carne argentinos e temperos coreanos, o restaurante propõe uma fusão de sabores. Destacam-se pratos como steak tartare coreano e asinhas de frango ao estilo coreano. O ambiente espaçoso e a proposta única prometem conquistar o público carioca. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO É uma proposta de casa de carnes (não só elas, mas os cortes predominam) diferente. Não pelo espaço em si, um salão discreto e espaçoso, com um andar de cima com visual para o Leblon (é na casa de esquina onde por quatro décadas funcionou o Le Coin), com bancada de madeira e grelha de carvão ao fundo, bem à vista dos clientes. O diferencial é que ali, além da passagem pelo fogo, tudo ganha temperos asiáticos, especialmente os coreanos. O Côt é uma casa de parrillas oriental, que lembra lá de longe, pela mistureba de sabores, o portenho Niño Gordo, de Germán Sitz, endereço dos mais concorridos de Buenos Aires. Mas aqui, apesar de algumas semelhanças (as carnes são todas argentinas, por exemplo), a história é outra. CÔT Parrilla — Foto: Divulgação/Rodrigo Azevedo Os donos vieram de Niterói, fazem sucesso há alguns anos por lá. Portanto, só a estreia no Rio é nova para esse quarteto de jovens empreendedores. São experientes para tocar um restaurante de 90 lugares, nestes tempos de empreitadas “mignons”. Operação nada simples, com dois salões em pavimentos distintos, separados por uma escada. Requer prática e habilidade. O de Niterói, ainda maior, se chama Malbec; aqui, para “harmonizar”, o nome Côt remete ao vinho francês Côte du Rhône. Ligação zero com o Oriente. Mas no cardápio (digital), a conexão é bastante presente. É uma jovem chef mulher, Mariana Rabello — discípula do Itamar Araujo, do Elena —, quem comanda o Côt. Fez uma imersão no tema por meses e está se saindo bem no lidar com kimchi, pa muchim, yakiniku e kewpie, mescla nipônica-coreana, mas também pode colocar em cena um chimichurri. Tudo junto e misturado. O côt à mesa é uma boa largada, uma seleção de pratos que serve de mostruário da cozinha dali. São dez porções — os sabores são fortes, mas tem muita fruta também, como pera e figo, o que dá uma boa aliviada — para meter o talher. Custa R$ 260 por pessoa e é a versão de omakase da casa. Noodle de costela do Côt — Foto: Divulgação/Rodrigo Azevedo O steak tartare coreano traz pera e gema (R$ 66); o milho assado vem com manteiga de missô, e me lambuzei com prazer (R$ 54); e as asinhas de frango à moda coreana, com barbecue picante, também são para comer com a mão (são muitas, aliás: R$ 48). O arroz vem com kimchi (R$ 54), e a salada de pepino crocante igualmente picante foi das melhores da rodada, comeria baldes (bowls): R$ 32. Tem noodles de costela... picante e farto (R$ 90). Carnes? Muitas, mas, convenhamos que a essa altura da incursão, o fôlego já era curto. Tem mollejas para quem curte, e diferentes, com um sweet chilli (R$ 78), e flat iron com chimichurri, para honrar as parrillas (R$ 154). O menu executivo é atraente (R$ 109) e rolam clássicos como katsu sando (R$ 64). Uma boa seleção de vinhos e, entre um guioza e outro, pode entrar na roda o pastel do Le Coin, resgate bastante simpático. É isso, o Côt chegou com jeito. Côt: três garfinhos (bom) Av. General San Martin 435, Leblon. Seg a qua, das 12h à meia-noite. Qui a sáb, das 12h à 1h. Dom, das 12h às 19h.
Côt: parrilla asiática mistura cortes de carne argentinos e temperos orientais 'com jeito'
Casa onde funcionou o Le Coin, comandada pela jovem chef Mariana Rabello, traz mistura de sabores; três garfinhos (bom)








