0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Banco Central brasileiro, Gabriel Galípolo e o presidente do Federal Reserve, o BC americano, Kevin Warsh — Foto: Criação/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 13:25 Decisões de Juros: BC e Fed Surpreendem com Comunicados Confusos Os bancos centrais do Brasil e dos EUA tomaram decisões esperadas sobre juros, mas surpreenderam na comunicação. O Copom reduziu a taxa para 14,25% ao ano, enquanto o Fed a manteve entre 3,5% e 3,75%. No entanto, os comunicados foram vistos como confusos. No Brasil, o BC destacou incertezas no Oriente Médio e impactos do El Niño. Nos EUA, a expectativa é de possível alta de juros ainda este ano, complicando a posição de Donald Trump. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Não houve surpresa nem aqui nem nos Estados Unidos em relação às decisões tomadas pelos bancos centrais. O Copom reduziu ontem a taxa básica de juros para 14,25% ao ano e o Fed manteve entre 3,5% e 3,75% Ao mesmo tempo, porém, houve surpresas na comunicação. E é justamente a isso que o mercado está reagindo hoje. Pela manhã, o dólar chegou a subir 1% e a bolsa caia. No caso do Brasil, a decisão de redução de 0,25 ponto percentural era amplamente esperada. Muitas instituições financeiras esperavam um texto mais duro, mais explícito sobre os próximos passos da política monetária. Isso não aconteceu. O Banco Central destacou que o cenário continua cercado de incertezas. Citou especificamente os riscos relacionados ao Oriente Médio, as dúvidas sobre a consolidação de um eventual acordo de paz na região e os impactos sobre os preços do petróleo. Também chamou atenção para os estímulos adotados pelo governo. Quando o Banco Central eleva os juros, seu objetivo é desacelerar a economia para controlar a inflação e trazê-la para a meta. Ao mesmo tempo, o governo busca sustentar a atividade econômica por meio de medidas de estímulo.. Entre essas medidas estão programas de crédito subsidiado, como financiamentos para motoristas de aplicativo adquirirem veículos. Até para reduzir o impacto da guerra na inflação, tem aumentado os gastos. Isso tudo é estímulo. O Banco Central fez uma coisa que deixou o mercado com a pulga atrás da orelha. Segundo as projeções da autoridade monetária, a inflação deverá cair para 3,7% no horizonte relevante. Embora ainda acima do centro da meta, o Banco Central avalia que ela poderá convergir para a meta no primeiro trimestre de 2028. Ao fazer essa referência, a instituição acabou olhando além do horizonte que normalmente utiliza em suas análises. A leitura foi a de que o Banco Central adotou um tom menos duro do que se esperava, porque a inflação está subindo. Nos Estados Unidos, a surpresa também veio da comunicação. A percepção é de que pode haver necessidade de aumento dos juros ainda este ano. Kevin Walsh, o presidente do Fed nomeado por Donald Trump para reduzir juros, talvez tenha que entregar aumento de juros no ano eleitoral. Isso é bem amargo para Donald Trump.