0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Operador acompanha painel de cotações do mercado financeiro: analistas ainda têm dúvidas sobre estratégias do BC para os juros — Foto: Marco Ankosqui/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 10:34 Mercado Espera Detalhes do Banco Central Sobre Inflação e Selic O mercado financeiro está ansioso pelo Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central, que deve esclarecer dúvidas deixadas pela ata do Copom. Economistas, como Luís Otávio Leal, destacam a falta de clareza sobre o prolongamento do horizonte de convergência da inflação para 2028. A ata sugere manutenção da taxa Selic, mas o mercado espera mais detalhes no RPM para entender possíveis mudanças de estratégia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com muitas interrogações ainda em aberto, o mercado volta agora suas atenções para o Relatório de Política Monetária (RPM), do Banco Central, que será divulgado nesta quinta-feira. Na avaliação do economista Luís Otávio Leal, sócio da G5 Partners, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu ruídos causados pelo comunicado, mas ainda não foi clara o suficiente. Em especial, cita Leal, no que diz respeito ao prolongamento do horizonte de convergência da inflação para o primeiro trimestre de 2028, quando pela regra o foco do BC deveria ser o quatro trimestre de 2027. — O Copom já havia mencionado o prolongamento do horizonte no comunicado da semana passada, e o mercado esperava uma explicação mais clara na ata. Mas acredito que os analistas vão considerar essa explicação aquém do desejável. Ao citar o primeiro trimestre de 2028, o Copom não utilizou o cenário de referência, que seria o quarto trimestre de 2027. Ou seja, foi construído um cenário alternativo que não está explicitamente detalhado nem no comunicado nem na ata. Será preciso aguardar o RPM para ver se haverá algum box explicando melhor essa questão do horizonte — afirma Leal. Na avaliação do economista Roberto Padovani, economista-chefe do Banco BV, a sinalização presente no parágrafo 20 da ata — que indica a possibilidade de pausa no ciclo de cortes — pode ter efeito de acalmar o mercado. Para Leal, embora a ata não feche totalmente a porta para a continuidade dos cortes de juros, o texto sugere que a probabilidade maior, no momento, é de manutenção da taxa Selic na próxima reunião. — Ao introduzir uma assimetria de alta no balanço de riscos, o Copom aumentou a chance de manutenção dos juros na próxima reunião — avalia o economista a G5 Partners. A análise da Warren Investimentos é de que a ata manteve um tom dovish, indicando manutenção ou cortes de juros à frente. No relatório, a corretora avalia que o recado final do documento é de que “o processo de calibração será ajustado conforme a mudança no cenário, com o Banco Central tendendo a seguir trajetórias semelhantes às expectativas do Focus, dos questionários pré-Copom (QPC) e da precificação de mercado, evitando volatilidade nos preços dos ativos e suavizando os agregados macroeconômicos”.
Mercado espera Relatório de Política Monetária para esclarecer dúvidas deixadas pela ata do Copom
Mercado espera Relatório de Política Monetária para esclarecer dúvidas deixadas pela ata do Copom












