Mercado busca pistas sobre os próximos passos do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central — Foto: Raphael Ribeiro/BC O mercado deve dividir as atenções nesta quinta-feira entre o Relatório de Política Monetária e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de junho, em busca de novos sinais sobre os próximos passos do Banco Central, após as dúvidas levantadas pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom). Nos EUA, o foco estará na leitura final do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) e de seu núcleo no primeiro trimestre de 2025, enquanto as bolsas de Nova York avançam e os preços do petróleo seguem em queda. Enquanto parte dos agentes acredita que a Selic deve permanecer estável e outra parcela prevê uma nova redução na próxima reunião do BC, o documento pode dissipar as dúvidas sobre a trajetória da política monetária. Caso ainda persistam incertezas, a entrevista do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do diretor interino de política econômica, Paulo Picchetti, deve trazer esclarecimentos adicionais. Mesmo com as incertezas em relação aos próximos passos do Banco Central, os juros futuros encerraram em queda pela terceira sessão consecutiva, desta vez impulsionados pelo cenário externo. A reabertura do Estreito de Ormuz e o aumento do tráfego de navios pela região reduziram os preços do petróleo e aliviaram as pressões inflacionárias globais. O movimento se estende nesta manhã, com o Brent negociado na faixa de US$ 72 por barril, nível observado pela última vez antes do início da guerra entre Israel e Irã. Para ajudar a calibrar as expectativas para a trajetória da Selic, o IPCA-15 de junho será acompanhado de perto pelo mercado. Segundo a mediana de 29 estimativas de economistas coletadas pelo VALOR DATA, o índice deve subir 0,44% no mês, desacelerando em relação aos 0,62% registrados em maio e aos 0,89% de abril. Já o IPCA cheio avançou 0,58% em maio e 0,67% em abril. Já nos Estados Unidos, o investidor acompanha a leitura final do PCE do primeiro trimestre, cuja estimativa é de alta de 4,4% para o núcleo e de 4,5% para o índice cheio, na comparação trimestral. Enquanto aguarda os dados, o ambiente externo segue favorável aos ativos de risco. As bolsas em Nova York avançam nesta manhã, impulsionadas pelos resultados acima do esperado e pelas projeções da Micron e da Qualcomm, que reacenderam o entusiasmo com o tema da inteligência artificial. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano seguem em queda, reforçando o tom positivo dos mercados.
Manhã no mercado: Investidores analisam Relatório de Política Monetária e dados de inflação no Brasil e nos EUA
Mercado busca pistas sobre os próximos passos do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve












