O dólar abriu em forte alta nesta quinta-feira (18) com os investidores repercutindo a decisão do Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) de manter os juros entre 3,5% e 3,75%, mas indicando que pode voltar a aumentar a taxa até o final do ano.
Já no Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, e manter a indefinição sobre os próximos passos ao afirmar que a magnitude total do ciclo de queda de juros "será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta".
Às 9h12, a moeda norte-americana subia 0,73%, cotada a R$ 5,1479. Na quarta, o dólar fechou em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,109, e a Bolsa caiu 0,7%, a 168.453 pontos.
Embora a manutenção dos Fed Funds em 3,5% e 3,75% já fosse amplamente esperada, o mercado foi pego de surpresa com a previsão de 9 entre 19 membros do comitê de que haverá ao menos uma alta de 0,25 ponto percentual na taxa neste ano —destes, 6 esperam ao menos duas elevações. Outros 9 não esperam alteração, e Kevin Warsh, novo presidente do Fed, se absteve de fazer projeções.
A entrevista coletiva de Kevin Warsh, a primeira dele à frente do cargo, também foi lida pelo mercado como "hawkish", ou seja, dura no combate à inflação. O novo chairman se recusou a dar qualquer sinalização futura sobre os próximos passos do banco central, mas reforçou o compromisso do comitê em levar a inflação de volta à meta de 2%.












