Juros x Inflação: Entenda a relação entre eles Crédito: Larissa Burchard/Laís NagayamaO Federal Reserve dos EUA manteve os juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, sob a presidência de Kevin Warsh, eliminando referências a ajustes futuros. O Fed destacou o crescimento sólido da economia, apesar das incertezas, e mencionou o conflito no Oriente Médio como fator de risco. A inflação permanece acima da meta de 2%, atribuída a choques de oferta. O comunicado revisado não oferece orientação futura sobre política monetária, focando na estabilidade de preços.O Federal Reserve (Fed), equivalente ao Banco Central para os Estados Unidos manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, pela quarta vez consecutiva, nesta quarta-feira, 17. A decisão foi unânime: os 12 integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) votaram a favor da manutenção dos juros, em linha com a expectativa do mercado. Essa foi a primeira decisão de política monetária do banco central americano sob a presidência de Kevin Warsh.Sob a presidência de Kevin Warsh, o Fed promoveu uma revisão significativa de seu comunicado: eliminou referências explícitas a possíveis ajustes futuros nos juros e adotando um texto mais enxuto.Decisão anunciada nesta quarta-feira, 17, foi a primeira do Fed sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para suceder a Jerome Powell Foto: Aaron Schwartz/AFPPUBLICIDADENo comunicado, o Fed avaliou que a economia dos Estados Unidos continua crescendo em ritmo sólido, apesar do elevado nível de incerteza. Pela primeira vez desde a escalada das tensões na região, o Fed mencionou explicitamente o conflito no Oriente Médio como um dos fatores que contribuem para esse cenário.Segundo a autoridade monetária, a atividade econômica segue sustentada pelo forte crescimento da produtividade e dos investimentos. O mercado de trabalho também permanece resiliente, com a geração de empregos acompanhando a expansão da força de trabalho e a taxa de desemprego mostrando pouca variação. PublicidadeO Fed no comunicado, reforçando o compromisso de trazer a inflação de volta à meta.Em relação à inflação, o Fed reiterou que os preços continuam acima da meta de 2% e associou parte dessa pressão a choques de oferta que afetaram determinados setores, incluindo energia. A referência ocorre em meio à volatilidade recente dos mercados de petróleo, influenciados pelos desdobramentos da guerra.“O Comitê entregará estabilidade de preços”, afirmouComunicado ganha revisão sob novo presidente No comunicado, a principal mudança foi a retirada completa do trecho em que o Fomc afirmava que avaliaria “a magnitude e o momento de ajustes adicionais” na taxa. Também desapareceram as referências ao monitoramento contínuo dos riscos para a economia e à disposição de ajustar a política monetária caso necessário.PublicidadeCom isso, o comunicado deixa de oferecer qualquer orientação futura sobre a trajetória da política monetária, limitando-se ao informar a manutenção da taxa de juros entre 3,5% e 3,75%.Em abril, a referência sobre possíveis ajustes futuros na política monetária causou a dissidência de três presidentes de distritais: Austan Goolsbee (Chicago), Beth Hammack (Cleveland) e Lorie Logan (Dallas). Na ocasião, eles discordaram sobre o tom da declaração e defendiam que o texto do Fed não deveria sugerir outras flexibilizações dos juros diante do cenário de incerteza.Leia tambémEUA: Comitê do Senado aprova indicado de Trump para presidir Fed; votação segue para o plenárioWarsh defende reformas políticas no Fed e critica previsões de longa duração no BC americanoTrump ameaça demitir Powell caso ele permaneça no Fed após fim do mandato como presidenteO Fed também alterou sua avaliação da economia. Em vez de dizer que os ganhos de emprego permaneceram baixos, como no texto anterior, a autoridade monetária passou a afirmar que a criação de vagas acompanha o crescimento da força de trabalho. Além disso, destacou pela primeira vez que o crescimento da produtividade e os investimentos de capital permanecem fortes.Na inflação, o banco central abandonou a menção à recente alta dos preços globais de energia e passou a atribuir as pressões inflacionárias a choques de oferta que afetaram diversos setores, incluindo energia. Também substituiu o compromisso de retornar a inflação à meta de 2% pela afirmação mais direta de que o Comitê “entregará estabilidade de preços”.Publicidade
Fed mantém juros entre 3,50% e 3,75% na 1ª decisão sob novo comando, com Kevin Warsh
Em decisão unânime, o Banco Central americano mantém os juros inalterado, pela quarta vez consecutiva, nesta quarta-feira, 17











