O Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) manteve novamente a taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75% na decisão de política monetária desta quarta-feira (29). A decisão já era esperada pelo mercado e foi aprovada por 9 votos a 3, com três dirigentes (Beth M. Hammack, Neel Kashkari, and Lorie K. Logan) defendendo uma alta imediata de 0,25 ponto percentual.

No comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (responsável por definir a política monetária no Fed) afirmou que a atividade econômica continua crescendo em ritmo sólido apesar da elevada incerteza causada pelo conflito no Oriente Médio.

O texto também diz que o crescimento da produtividade e do investimento permanece forte, mas a inflação continua acima da meta de 2%, em parte devido aos choques de oferta que elevaram os preços da energia. O Fed reiterou o compromisso de garantir a estabilidade dos preços.

Ao longo do mês, investidores acompanharam atentamente declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh —que manteve as intenções sobre a taxa em sigilo—, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária. O banco divulgou a decisão às 15h (horário de Brasília).

Os contratos futuros de juros indicavam, na véspera da decisão, maior probabilidade de manutenção das taxas, mas ainda atribuíam chances relevantes a uma elevação imediata. Ao longo do mês, a chance de alta ganhou força após uma sequência de declarações de dirigentes do Fed defendendo cautela diante da persistência da inflação.