Especialistas que acompanham a política monetária afirmam que o BC (Banco Central) dá sinais de que a inflação só vai convergir para o centro da meta de 3% em 2028 e que neste ano o resultado vai estourar o teto estabelecido de 4,5%.
Nesta quarta-feira (17), o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic, a taxa básica de juros, em 0,25 ponto percentual, para 14,25%, no terceiro corte consecutivo desde março.
No comunicado divulgado após a decisão, o comitê afirma que, se mantivesse os juros em patamar necessário para levar a inflação à meta ao término de 2027, eles acabariam derrubando o índice para um patamar abaixo do alvo no primeiro trimestre de 2028 —sem dizer quanto exatamente.
O plano inicial era fazer uma série de diminuições da mesma intensidade. No entanto, o cenário foi revisto com o conflito no Oriente Médio, que fez com que as expectativas de inflação piorassem.
Há ainda a possibilidade de outros choques exógenos, como altas de preços ligadas ao El Niño (que pode ter impacto na conta de luz e nos alimentos) e de uma mudança da jornada de trabalho. Para os especialistas, não está claro, no entanto, se o ciclo de cortes chegou ao fim.















