O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse nesta terça-feira (19) que a autoridade monetária pretende manter os juros básicos em nível restritivo até que esteja convencida de que a inflação no país caminha em direção à meta de 3%.
Em evento promovido pelo Santander, David voltou a afirmar que o BC se preocupa com a desancoragem das expectativas de mercado para períodos mais longos, especialmente 2028, que tendem a ser menos sensíveis a choques momentâneos.
"O que mais nos preocupou foi o fato de as expectativas de inflação para 2028 subirem... o que dificulta nosso trabalho", afirmou.O mercado espera que a inflação fique em 3,65% ao fim de 2028, segundo o boletim Focus, acima do centro da meta de 3%, que tem uma tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.
O BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual em abril, a 14,5%, em movimento que tem chamado de "calibração", com David reforçando que a autarquia terminará o ciclo com juros ainda em nível restritivo.
De acordo com o diretor, o conflito no Irã pegou o Brasil em uma situação melhor do que outros pares, com o país tendendo a ter um crescimento econômico maior do que o esperado por ser superavitário no comércio de petróleo.Ele ponderou, no entanto, que esse deve ser um crescimento mais restritivo do que em outros momentos porque deve se observar uma renda disponível menor das famílias diante do aumento de preços de alimentos e combustíveis.












