A autoridade monetária disse que o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho O Comitê de Política Monetária (Copom) disse, nesta quarta-feira (17), que a magnitude total do ciclo de calibração da política monetária será “estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”. “Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura”, afirmou, no comunicado divulgado depois de o colegiado do Banco Central (BC) decidir cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. A autoridade monetária disse que o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho. Foi a terceira reunião seguida em que o colegiado do Banco Central (BC) diminuiu o juro-base em 0,25 ponto percentual. Com a queda, a taxa iguala o menor nível registrado desde maio de 2025. O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu uma meta de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses superou o teto da banda em maio, quando atingiu 4,72%. O anúncio do Banco Central compõe a Superquarta, que contou ainda com a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de manter a taxa de referência inalterada de 3,50% a 3,75% ao ano. A mediana das estimativas dos agentes financeiros, segundo o Relatório Focus, aponta para uma inflação de 5,30% no fim deste ano. O percentual aumentou em relação à reunião do Copom realizada em abril, quando as estimativas apontavam para uma taxa de 4,86%. A inflação registrada no Brasil acelerou pelo 3º mês consecutivo na métrica anualizada, estourando o teto permitido. O BC terá que enviar uma carta pública ao Ministério da Fazenda caso permaneça por seis meses consecutivos acima de 4,5%. Terá que informar as razões para o descumprimento da meta e dar uma estimativa de quando a inflação voltará para o intervalo permitido, assim como foi feito em julho de 2025, após a taxa do IPCA ficar de janeiro a junho acima do teto da meta. Sede do Banco Central — Foto: Andressa Anholete/Bloomberg
Magnitude de ajustes da Selic será calibrada com novas informações, diz BC
A autoridade monetária disse que o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho













