A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve as prisões do pai e do primo de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em decisão tomada por maioria nesta terça-feira (16). O ministro Gilmar Mendes foi o único a divergir —o decano fez críticas à condução do caso e disse que a operação que investiga as fraudes financeiras tem semelhanças com o que chamou de iniquidades da Lava Jato.
O julgamento levantou o sigilo de um material que a Polícia Federal havia enviado ao STF. Os documentos revelam detalhes de como funcionava a operação "social" de Vorcaro, da coordenação da milícia que intimidava adversários e das regalias dadas a políticos e aliados do ex-banqueiro.
Mensagens mostram, por exemplo, que Vorcaro bancou a hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em Lisboa no fim de 2024; o deputado disse não ver problema no caso. O material também detalha benesses que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebia do ex-banqueiro, com viagens de luxo e pagamentos em dinheiro vivo. A defesa do parlamentar não se manifestou.
No Café da Manhã desta quarta-feira (17), a jornalista da Folha em Brasília Mariana Carneiro trata dos novos desdobramentos do caso Master com a divulgação do relatório da PF e a manutenção da prisão de parentes de Daniel Vorcaro.













