Depois de muita negociação com parlamentares da direita, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) decidiu propor mudanças no PL da Misoginia, entre elas a garantia de que a nova lei não poderá ser usada contra quem pratica discursos religiosos.

A alteração busca conseguir o voto da bancada evangélica na Câmara dos Deputados e, principalmente, das deputadas bolsonaristas, que estão reticentes em votar a favor do texto.

A mudança tem como pano de fundo uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo contra o frei Gilson, sacerdote católico e influenciador. Ele é acusado por um ex-seminarista de usar pregações para propagar falas preconceituosas.

O PL da Misoginia inclui o crime contra mulheres entre os de preconceito ou discriminação e passaria a ter pena de dois a cinco anos de prisão.

O projeto foi aprovado por ampla maioria no Senado, mas enfrenta resistência de parlamentares bolsonaristas na Câmara.