Representantes das bancadas cristãs e de partidos como o PL barraram a votação do projeto de lei que criminaliza a misoginia pela Câmara dos Deputados nesta semana.

Os parlamentares debateram o texto durante reunião de líderes nesta terça-feira (16), mas não houve acordo sobre, por exemplo, a proteção do discurso de que a mulher deve ser submissa ao marido.

Os parlamentares querem que a proposta cite a proteção à liberdade religiosa, que é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC), por exemplo, disse que o projeto ameaça essa liberdade. Ela argumentou que a Bíblia diz que "a mulher tem que ser submissa e o homem tem que amar a esposa tanto quanto Cristo amou a igreja".

A relatora do texto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), chegou a apresentar uma proposta de redação durante a reunião, mas não houve acordo nem para a votação da tramitação em urgência do texto.