A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) a tramitação em urgência do projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de racismo, apesar da resistência da bancada cristã e da oposição.
Foram 293 votos favoráveis, 158 contrários e três abstenções.
O projeto foi aprovado pelo Senado por unanimidade em março, mas gerou controvérsia desde que chegou à Câmara, com forte oposição bolsonarista.
O grupo defende, por exemplo, que a proposta cite a proteção à liberdade religiosa, direito fundamental garantido pela Constituição Federal, e proteja o discurso de que a mulher deve ser submissa ao marido. A bancada evangélica e a oposição foram contrárias à aprovação da urgência.
Em junho, uma nova versão para o texto foi aprovada por um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que será a relatora do texto no plenário.










