A bancada ruralista se mobilizou para rebater a alcunha de "pauta-bomba" dada pelo governo Lula (PT) ao projeto de lei de renegociação de dívidas do agronegócio por seu possível impacto para as contas públicas.
Parlamentares e técnicos da Frente Parlamentar da Agropecuária, a fiadora da bancada, dizem que a proposta tem um custo máximo de R$ 5 bilhões por ano, ou R$ 65 bilhões em 13 anos de efeito —menos da metade dos R$ 140 bilhões que dizem os ministérios da Fazenda e do Planejamento.
Sob reserva, integrantes do grupo dizem que não tiveram acesso ao cálculo feito pelo governo, mas lembram que o projeto tem caráter autorizativo —ou seja, ele cria um mecanismo que pode ser usado para renegociação de dívidas a partir do montante aprovado pelo Executivo.
Procurados na manhã desta terça-feira (16), Fazenda e Planejamento detalharam o cálculo para chegar aos R$ 140 bilhões.
Segundo as pastas, "foi considerado até R$ 200 bilhões como dívidas passíveis de enquadramento na nova linha de crédito".














