Governo se posicionou contrário a pauta-bomba aprovada no Senado na semana passada, com impacto previsto de R$ 140 bilhões em dez anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Dario Durigan participa de reunião ministerial no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 12:50 Governo apoia renegociação de dívidas rurais com cautela fiscal O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo irá apoiar produtores rurais endividados, mas com cautela para evitar excessos. A declaração vem após a aprovação de um projeto no Senado que permite a renegociação de dívidas, o qual o governo considera prejudicial para as contas públicas, com impacto de R$ 140 bilhões em dez anos. Durigan destacou a necessidade de uma solução com o Congresso e mencionou a intenção de aumentar o limite de faturamento do MEI. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Cobrado por parlamentares sobre a proposta que permite a negociação de dívidas de produtores rurais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai ajudar a resolver o problema do endividamento, mas defendeu prudência para "não errar a dose". Sem dar detalhes, ele disse que a solução precisa ser construída com o Congresso e não beneficiar quem não precisa. — O governo vai achar uma solução junto com o Congresso para estender a mão e ajudar o agronegócio brasileiro — disse o ministro, acrescentando que a preocupação é " errar na dose da ajuda": — Estender a mão para quem não precisa. Estou aberto a fechar, seja um texto novo, seja um acordo. Ele foi questionado sobre o tema após o Senado aprovar na semana passada um projeto que prevê a renegociação. O governo é contra a iniciativa por causa do impacto nas contas públicas, que o Ministério da Fazenda calcula em R$ 140 bilhões em dez anos. Isso porque o governo precisa equalizar taxa de juros para permitir condições mais acessíveis de refinanciamento. Em audiência na Câmara, Durigan observou que a inadimplência do agronegócio, que estava entre 1% e 2% no Banco do Brasil, um dos principais agentes financeiros do setor, subiu para 5% e 6%. Contudo, 95% do setor está adimplente, disse o ministro. — Aumentou a inadimplência, portanto nós precisamos olhar para renegociar a dívida, estender a mão para quem está inadimplente. Mas 95% do agronegócio brasileiro está bem. O ministro também confirmou que o governo vai ampliar o limite de faturameno do microempreendedor individual (MEI), hoje em R$ 81mil: —Vamos aumentar o limite do MEI junto ao Congresso, podendo contratar mais um funcionário — disse o ministro. Hoje, o MEI pode contratar um funcionário apenas. Técnicos da Fazenda defendem elevar o teto para R$ 100 mil em 2026 e R$ 120 mil, em 2028.