PUBLICIDADE Medida provisória pode ser editada ainda nesta semana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 12:00 Governo Lula analisa MP para renegociar dívidas rurais de R$140 bi O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reúne com Hugo Motta para discutir a renegociação de dívidas rurais, com expectativa de edição de medida provisória (MP) pelo governo Lula. A MP pode substituir o projeto em tramitação na Câmara, que tem impacto fiscal de R$ 140 bilhões em 13 anos. O plano propõe prazos de pagamento de até 10 anos para produtores afetados por fenômenos climáticos, enquanto busca limitar o impacto fiscal anual entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reúne nesta quarta-feira com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a renegociação de dívidas rurais. A expectativa é de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva edite uma medida provisória (MP) sobre o assunto nos próximos dias, para substituir o projeto que está em tramitação na Câmara, cujo impacto fiscal, segundo cálculos da equipe econômica, é de R$ 140 bilhões em 13 anos. O governo avalia que a negociação com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem avançado e que o acordo final deve chegar a condições "minimamente" adequadas para ambas as partes. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida provisória (MP) para renegociação de dívidas rurais vai prever um prazo de dez anos para o pagamento dos débitos, no caso de produtores mais afetados por mudanças climáticas. O prazo de dez anos vem sendo uma das reivindicações da bancada do agro para a proposta. Para os demais, que tiveram perda de renda entre as safras de 2019 e 2025 por outros motivos, a ideia da Fazenda era manter o prazo em oito anos. A pasta tentava limitar o impacto fiscal da medida em R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões por ano. Além dos prazos, até a semana passada, a intenção do governo era de que os limites para renegociação fossem diferentes. No caso dos grandes produtores, para quem teve perda por mudança climática, o limite proposto era de R$ 8 milhões por CPF. Para aqueles que sofreram com variação de preços, R$ 4 milhões por CPF. As taxas de juros continuavam sendo fechadas, mas uma das propostas apresentadas variava de 6% ao ano a 12% ao ano, a depender do porte do produtor. Dificilmente, porém, será atendido o pleito dos ruralistas de juros abaixo de dois dígitos para todos. Nesta terça-feira, o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), disse que a bancada estava muito preocupada com o teto da dívida para renegociação e com os juros. — Estamos muito preocupados com relação ao teto, nós queremos R$ 10 milhões por CPF, o governo tem uma questão em relação a isso. Também estamos preocupados com as taxas de juros. Tínhamos proposto 3,5%, 5,5% e 7,5%, isso já está negociando em torno de 10%, uma linha específica chega a 12%. Nós já estamos trabalhando, buscando alternativas para isso. — Estamos muito preocupados com relação ao teto, nós queremos R$ 10 milhões por CPF, o governo tem uma questão em relação a isso. Também estamos preocupados com as taxas de juros. Tínhamos proposto 3,5%, 5,5% e 7,5%, isso já está negociando em torno de 10%, uma linha específica chega a 12%. Nós já estamos trabalhando, buscando alternativas para isso. O projeto aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara prevê juros entre 3,5% e 7,5% e prazo de até 13 anos, sendo no mínimo dois de carência. O limite de crédito é de R$ 10 milhões por beneficiário e de até R$ 50 milhões para cooperativas. Ainda é permitido o enquadramento por comprovação de perda de no mínimo 30% da renda bruta em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025.