Ana Toni, CEO da COP30 (conferência da ONU sobre mudanças climáticas), diz que o esperado mapa do caminho —uma espécie de referência para ajudar países a abandonar combustíveis fósseis— sairá até a COP31, na Turquia, em novembro deste ano.

Ela também afirma à Folha que não vê pressão do lobby fóssil em conferências do clima e que sentiu, em encontro climático na Colômbia em abril, o reconhecimento pela liderança brasileira na discussão de caminhar para um mundo sem combustíveis fósseis.

Ana conversou com a Folha momentos antes do encerramento da primeira conferência Taff (sigla em inglês para "Transitioning away from fossil fuels"), um encontro em Santa Marta, na Colômbia, que surgiu, ao menos em parte, em meio a críticas e descontentamento com a situação atual das cúpulas climáticas da ONU.

Apesar de ser alvo de críticas, a COP30 em Belém deixou suas marcas, algumas das quais tiveram resultados na Taff, como a criação do SPGET (sigla em inglês para Painel Científico para a Transição Energética Global), um painel internacional de especialistas, liderado pela USP, e com foco em auxiliar países em questões da transição energética. O grupo, por sinal, foi uma ideia da própria Ana.

"Senti um reconhecimento imenso sobre quão positivo foi começar esse debate [da transição para longe dos combustíveis fósseis] na COP30", diz Ana Toni.