Não sei se sabem, mas começou a Copa do Mundo. Podem ter-vos escapado as reportagens sobre o início da Copa. Foram só duas ou três. Sinto que não tenho informação nenhuma. Desta vez, é uma verdadeira Copa do Mundo, porque todo o mundo vai estar presente. Quarenta e oito seleções.
O que proporciona jogos interessantes como Bósnia-Qatar, Marrocos-Haiti, Equador-Curaçao, Nova Zelândia-Egito, Cabo Verde-Arábia Saudita, Senegal-Iraque, Jordânia-Argélia ou Congo-Uzbequistão. Vou assistir a todos, porque a febre da Copa veio, em boa hora, substituir a febre das figurinhas da Copa, que eu já não aguentava.
Tenho visto as notícias sobre os encontros de pessoas que se juntam para trocar figurinhas. Não sei porque disse pessoas. São só homens. O sexo feminino tem dado uma lição ao mundo, não embarcando neste frenesi. Além disso, é interessante notar que são quase só homens adultos. Que, como sempre acontece quando homens adultos se dedicam a um assunto comezinho uma atenção desmesurada, inventaram uma narrativa para enganarem a si próprios.
Vários entrevistados fazem uma pausa na busca desvairada por figurinhas que não têm para dizer às câmeras de televisão: "Estou fazendo isso pelos meus filhos". É uma frase que costuma ser dita a propósito de sacrifícios nobres tais como imigrar, desistir de uma carreira artística ou abdicar de luxos, mas aqui serve para designar a aquisição de pacotinhos.













