A Copa do Mundo que começa nesta quinta-feira (11) se espalhará de forma inédita por três países —Estados Unidos, México e Canadá, que compõem um subcontinente inteiro— e terá um recorde de 48 seleções envolvidas. Esse agigantamento testará a combinação de espetáculo, negócio e política que faz do futebol o esporte mais popular do planeta.
Do primeiro Mundial, realizado em 1930, no Uruguai, participaram equipes de não mais de 13 países; o número não passou de 16 ao longo de mais de quatro décadas, entre 1934 e 1978. O expansionismo teve início em 1982, com 24 competidoras, e não tardou a prosseguir, em 1998, com 32.
A dúvida mais imediata quanto ao novo formato diz respeito à qualidade e ao apelo das partidas, em especial as 72 da fase inicial. Ao longo dessa maratona de mais de duas semanas, num certame com duração total de 39 dias, não se esperam maiores desafios para as seleções tidas como reais candidatas ao título, que, mesmo em contas generosas, mal chegam a uma dezena.
É fato que a ampliação da Copa revelou mais nações capazes de criar dificuldades para as tradicionais potências europeias e sul-americanas. O Marrocos, primeiro adversário do Brasil nesta edição, obteve o quarto lugar em 2022; outros africanos, como Gana e Senegal, tornaram-se presenças frequentes, bem como os asiáticos Japão e Coreia do Sul.












