A cobertura da Copa do Mundo da FIFA de 2026 vai equilibrar a presença da tecnologia com o calor humano, disse nesta quarta-feira (10) o diretor executivo de esportes da Globo, Renato Ribeiro, em painel no Web Summit Rio, evento de tecnologia e inovação que termina nesta quinta-feira (11). A Globo terá 120 profissionais espalhados pelos três países sede (México, Canadá e Estados Unidos), dos quais 55 estarão dedicados exclusivamente à seleção brasileira. Ribeiro destacou que a Copa se tornou um fenômeno cultural desde que o torneio foi transmitido ao vivo pela primeira vez, em 1970, e que a Globo ajudou a construir a tradição de torcer pelo Brasil. "A Copa do Mundo é como uma música, ou um cheiro, que remete a emoções daquela época. A Globo ajudou a construir a Copa como um fenômeno cultural e a criar essa tradição, de quatro em quatro anos, e a parar o país para torcermos juntos pela seleção”, disse. Esta será a 15ª edição da Copa do Mundo masculina transmitida pela Globo. O torneio de 2026 é considerado o maior de todos os tempos, com 48 seleções, 39 dias de duração e 104 partidas espalhadas por três países. Ribeiro afirmou que, embora a tradição seja importante, é necessário surpreender e encantar o público. Assim, a estratégia para o mundial deste ano é estar presente em múltiplas plataformas. "A Copa de 2026 são várias Copas, com a linguagem adequada para cada uma. A nossa missão é vestir o Brasil de Copa do Mundo", afirmou Ribeiro. A cobertura multiplataforma inclui a TV aberta, considerada a "Copa da emoção" pela força de falar com as multidões; os canais pagos, como o Sportv, voltados para quem é apaixonado por futebol e busca análise com profundidade; e o ambiente digital, com o GE (globoesporte), focado no hardnews e em tempo real. Há ainda espaço para o entretenimento com a recém-criada ge tv. Ribeiro disse que a Globo vai equilibrar a tecnologia com a presença do "calor humano" para não distanciar o espectador que busca proximidade com a transmissão. O Jornal Nacional e o Seleção Copa, do Sportv, foram instalados na Times Square, em Nova York, para absorver a atmosfera das ruas. "Ao mesmo tempo que a tecnologia surpreende, ela afasta o público que quer você perto", ressaltou. A emissora também apostou na diversificação do elenco e em uma parceria inédita com 2 mil influenciadores digitais para produzir conteúdo fora do campo estrito do futebol. O ex-jogador Denílson Oliveira de Araújo Cavalcante, que estará na linha de frente das transmissões como comentarista da TV Globo, participou do painel ao vivo de Nova York. "As pessoas amam a seleção brasileira, cada um do seu jeito, mas é o maior símbolo desse país e por isso o país para com a Copa do Mundo", disse o pentacampeão mundial. No campo tecnológico, a principal aposta é um estúdio equipado com um telão de 200 metros quadrados capaz de simular a ambientação de um estádio, projetar estatísticas e mosaicos interativos. A instalação foi apresentada ao público do Web Summit em um vídeo com a jornalista e narradora Renata Silveira. A Copa do Mundo de 2026 também vai marcar o lançamento da DTV+, tecnologia de terceira geração para transmissão da TV aberta, em três capitais: Rio, São Paulo e Brasília. A tecnologia permite ao telespectador interagir diretamente, escolhendo replays, participando de enquetes e acompanhando estatísticas em tempo real.