Cinco dias antes de a bola rolar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo, a cidade de Nova York recebeu no último domingo (7) um animado duelo entre Palmeiras e Juventus. Foi no parque de Randall’s Island, onde migrantes da Guatemala se enfrentaram vestindo camisas do time brasileiro e do italiano.
A partida não apresentou grande qualidade técnica, porém teve seu placar definido em um bonito chute. No lance derradeiro, Nolberto, que vestia a camisa 8 da Juventus, ficou com sobra a três passos da grande área e finalizou. A bola explodiu no travessão, bateu nas costas do goleiro e morreu na rede: 1 a 0.
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O autor do gol mal teve tempo para celebrar. Eram 9h, e o campo 74 do parque estava reservado para um jogo de crianças. Os adultos responsáveis nem mesmo esperaram o término do embate entre os guatemaltecos para, sem cerimônia, carregar para o gramado as traves portáteis usadas na recreação infantil.
É assim que muitos dos migrantes que vivem em Nova York fazem para jogar futebol. Sem acesso à programação oficial dos parques municipais —que exige registro no sistema e pagamento de uma taxa que varia de US$ 24 a US$ 56 (R$ 123 a R$ 288) por hora—, calçam suas chuteiras em horários alternativos.















