Morristown, onde fica o CT da seleção brasileira, quase não tem referências ao torneio que começa nesta quinta-feira Uma rua típica de Morristown, cidade onde está localizado o CT da seleção brasileira — Foto: Rafael Oliveira RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 00:48 Morristown se prepara para impacto da Copa com expectativa e apreensão Morristown, sede do centro de treinamento da seleção brasileira nos EUA, está apreensiva com o potencial "caos" da Copa do Mundo. Apesar do entusiasmo moderado dos moradores, a cidade de 20 mil habitantes, distante do agito de Nova York, quase não exibe sinais da competição. A presença de latinos, serviços locais e referências históricas marcam a rotina, enquanto a expectativa cresce entre os brasileiros e hispânicos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A cena é tipicamente americana. Numa quadra pública de Morristown, em Nova Jersey, dois grupos jogam basquete. A dois dias da Copa do Mundo, eles sabem que o centro de treinamentos do Brasil fica na cidade. Dizem estar animados, mas também receosos: — Com a quantidade de pessoas, com o caos — explica David Waal. Bastam alguns minutos em Morristown para entender a preocupação. A cerca de uma hora de Nova York, a cidade de 20 mil habitantes está longe de lembrar o ambiente movimentado da vizinhança nova-iorquina. É a representação do subúrbio americano: casas muito parecidas entre si e uma vida pacata. Grupo joga basquete em quadra pública em Morristown, onde fica o CT da seleção brasileira — Foto: Rafael Oliveira Foi este um dos motivos que levaram o Brasil para lá: a distância de qualquer badalação. A não ser por cartazes em bares anunciando jogos da Copa na TV, nada leva a crer que a maior competição esportiva do planeta será realizada no país, e muito menos que o maior campeão da história do torneio treina todos os dias na cidade. Bar anuncia transmissão dos jogos da Copa do Mundo em Morristown, cidade onde fica o CT da seleção brasileira — Foto: Rafael Oliveira Na verdade, há um indicativo: todas as tardes, brasileiros moradores das redondezas aguardam nas ruas de acesso ao CT, numa área mais afastada do centro comercial da cidade, para tentar ver o ônibus da seleção. — Certamente os hispânicos estão muito mais empolgados. Mas os americanos vão ver também pela TV, nos bares. Mesmo sabendo que a seleção deles não vai muito longe — acrescenta David, que faz sua aposta. — Acho que Portugal vai ser campeão. Por ser a última Copa do Cristiano Ronaldo. A Fifa vai querer dar esse título para ele. Não faltam latinos em Morristown. Eles ocupam a maioria dos serviços nos comércios da cidade. A quantidade de restaurantes mexicanos, panamenhos, salvadorenhos e, principalmente, colombianos salta aos olhos. E, de fato, a diferença no interesse deles é evidente. Morristown, onde fica o CT da seleção brasileira, é conhecida pelos bares e restaurantes, a maioria deles de imigrantes — Foto: Rafael Oliveira Mas, apesar de não competir com os principais esportes do país, o futebol não é um completo estranho em Morristown. Um bar recebe torcedores do Arsenal em todos os jogos do time inglês. E um clube de corrida organiza uma espécie de pelada às quintas-feiras. A cidade é mais conhecida, na verdade, pela sua importância na história do país: serviu de refúgio para as tropas de George Washington em seus momentos mais difíceis na Guerra de Independência; lá, os franceses oficializaram seu apoio, decisivo para a vitória sobre os ingleses. Estátua faz referência à oficialização do apoio francês às tropas de George Washington na guerra de indepêndencia, fato ocorrido em Morristown — Foto: Rafael Oliveira Aliás, se faltam referências à Copa, sobram alusões à celebração dos 250 anos da revolução, que se completam neste ano, como estátuas e um restaurante chamado 1776 (ano da independência), além de muitas bandeiras americanas. Bandeiras dos Estados Unidos estão espalhadas por toda Morristown, onde fica o CT da seleção brasileira — Foto: Rafael Oliveira Os mais jovens, no entanto, mostram não conhecer muito a história da cidade. Para eles, Morristown é referência de restaurantes e bares. Os estabelecimentos atraem pessoas das outras cidades, como a brasileira Pamela Rodrigues. — Brincamos que Morristown é nossa segunda casa. Viemos em todos os fins de semana, praticamente, e em alguns dias da semana também — conta a brasileira, que mora em Mapplewood, a cerca de 20 minutos dali.