Quando a reportagem da Folha se apresentou em um guichê de imigração para entrar nos Estados Unidos, na manhã de sexta-feira (5), a responsável pelo atendimento no aeroporto JFK, em Nova York, chegou a se atrapalhar. Na dúvida sobre os documentos que deveria exigir de profissionais de imprensa na cobertura da Copa do Mundo, consultou um colega e não soube dizer o nome do torneio: "You know, that big soccer thing".
Você sabe, "aquele negócio grande de futebol" é o campeonato que terá início na próxima quinta-feira (11), com partidas realizadas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A maior parte dos jogos –78 dos 104– será em território americano, e a decisão está marcada justamente para a sede identificada oficialmente como Nova York/Nova Jersey.
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É nessa região metropolitana que desejam estar os participantes do Mundial em 19 de julho, data da final, no MetLife Stadium, no município de East Rutherford. Mas nem mesmo na área do próprio estádio se vê o habitualmente festivo ambiente da competição, tratada com desdém por parte da população, ao menos neste momento.
"Se você perguntar para dez não latinos na rua, uns cinco não devem saber que tem Copa", afirmou o brasileiro Vinicius Nascimento, 45, chef de cozinha que vive em Nova York há 14 anos.













