O projeto de polos gastronômicos dentro dos parques públicos proposto pela Prefeitura de São Paulo trará enormes prejuízos à preservação das áreas verdes da cidade, ainda mais pelo fato de que os parques se transformaram em refúgio da fauna e flora urbanas, oferecendo resistência à poluição tanto do ar quanto sonora.

Esse projeto, que visa a implantação de 46 pontos de alimentação em 31 parques municipais, teve imediata reação de vários conselheiros e usuários rejeitando a possibilidade. A primeira movimentação organizada aconteceu no parque da Aclimação em 26 de abril reunindo mais de 600 pessoas. Dia 17 de maio foi a vez do parque Augusta promover outra manifestação.

Vale lembrar que existe uma lei municipal que proíbe a venda de alimentos na maioria dos parques, como o da Aclimação. Uma portaria de 2025 da Secretaria do Verde e Meio Ambiente diz que o "comércio no interior do parque é proibido, exceto aqueles desenvolvidos por programas da prefeitura ou por concessões". Essa nova portaria permitiu o comércio no parque Ibirapuera, do Carmo e Villa-Lobos.

As experiências de concessões de parques tanto estaduais quanto municipais não contribuem para a preservação ambiental. Parques se transformam em shoppings a céu aberto. Os prejuízos à flora e fauna são evidentes, sujeira, barulho e veículos entrando e saindo. Os parques são espaços de contemplação, descanso, lazer, cultura, esporte e piquenique.