O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou, nesta quinta-feira (11), que o impacto das medidas aprovadas pelo Senado "ultrapassa R$ 200 bilhões", o equivalente a "mais de 2% do PIB". Ele não detalhou se esse impacto é anual ou ao longo de um período de tempo. Também não explicou se é primário ou financeiro. As declarações foram dadas em entrevista ao SBT News. Assim como o fez, na quarta-feira (10), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, Ceron criticou as propostas aprovadas por terem impacto fiscal elevado, e sem medidas de compensação, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). "O conjunto dessas pautas que avançaram tem potencial de impacto de centenas de bilhões de reais. O país não suporta um impacto dessa magnitude, independentemente do mérito das matérias", afirmou Ceron. "Foram várias matérias [que avançaram], mas com segurança ultrapassam 200 bilhões de reais [de impacto], mais de 2% do PIB", completou. Ele disse que esse impacto teria potencial de "desestruturar todo o equilíbrio macroeconômico que existe hoje". Haveria, segundo o secretário, um impacto relevante sobre a dívida, o câmbio e a inflação. "Nenhuma dessas medidas trouxe seu correspondente de compensação. Se não tem compensação, é mais inflação, é emissão de dinheiro, mais dívida", argumentou, Ceron afirmou que o governo busca uma solução negociada para as propostas, antes de eventualmente acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). "Tem muitos passos até essa avaliação e essa decisão. E tem muito espaço de diálogo e de construção, para evitar que isso aconteça", afirmou o número 2 da Fazenda.