Comer alimentos ricos em minerais como as castanhas não é garantia de que o corpo vai conseguir aproveitar todos esses nutrientes. Um estudo conduzido na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) buscou avaliar a chamada bioacessibilidade desses compostos, ou seja, a fração do mineral efetivamente liberada durante a digestão e disponível para absorção.
Com apoio da Fapesp, os pesquisadores concentraram a investigação em duas oleaginosas amplamente consumidas no país: a castanha-do-pará (Bertholletia excelsa) e a castanha-de-caju (Anacardium occidentale). O processo de digestão humana foi simulado em laboratório. Os resultados foram publicados em março na revista Química Nova.
"A linha de pesquisa é voltada à avaliação do real valor nutricional dos minerais presentes na dieta. Nesse contexto, estudamos alimentos de grande relevância econômica no Brasil", explica o químico Angerson Nogueira do Nascimento, professor associado da Unifesp e coordenador do estudo, realizado em parceria com o grupo do professor Dário Santos Junior, do ICAQF (Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas), campus de Diadema.
"Nosso grupo não determina apenas a quantidade [concentração] total de elementos presentes nos alimentos, mas também utiliza ensaios que simulam os processos de digestão gástrica e intestinal sobre essas amostras."












