Políticos de direita e ativistas que passaram os últimos anos denunciando o que consideram atos de censura judicial, especialmente por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), agora defendem ou se calam sobre a decisão que censurou pesquisa recente da Atlas/Bloomberg que mostrou recuo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial.
A Folha procurou 14 dessas personalidades que já criticaram o que avaliam como ataques à liberdade de expressão por parte do Poder Judiciário, principalmente após decisões do ministro Alexandre de Moraes que suspenderam contas ou removeram conteúdos das redes sociais julgados como falsos ou antidemocráticos.
A reportagem perguntou o que pensam sobre a decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação do levantamento da Atlas na segunda-feira (8). A determinação é provisória e ainda será analisada pelos demais ministros.
Apenas quatro responderam. Três defenderam a decisão judicial: as deputadas federais Bia Kicis (PL-DF) e Rosana Valle (PL-SP) e o vereador Adrilles Jorge (União Brasil-SP). Só o ex-deputado Fabio Ostermann (Novo-RS) foi contrário, afirmando que ela é "equivocada" e "flerta com o autoritarismo".















