O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, durante sessão plenária em 19 de maio de 2026 — Foto: Luiz Roberto/TSE Alvo de críticas por suspender uma pesquisa que apontou a queda de Flávio Bolsonaro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, tem apresentado um argumento para defender sua decisão. O ministro disse a interlocutores que seu objetivo seria balizar a atuação dos institutos de pesquisa nas eleições, para que eles não se tornem “ringues” usados por campanhas adversárias. Ao defender a tese, Nunes Marques faz, inclusive, um comparativo com uma situação hipotética envolvendo Lula. O ministro afirma que, se uma pesquisa mostrasse vídeos ou fotos de Lula preso, ele também determinaria a suspensão. O presidente do TSE alega que, no Brasil, há legislação e resolução do tribunal que estabelecem normas para as pesquisas eleitorais, o que não ocorre em outros países. Nas conversas que teve sobre o tema, Nunes Marques disse que sua decisão busca fazer com que os institutos sigam essas regras. Ele rechaça que a medida tenha relação com censura ou com favorecimento da direita, por ter sido indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro. Como informou a coluna, colegas de Nunes Marques no STF criticaram a decisão do magistrado de suspender a pesquisa divulgada no mês passado. Eles indicaram que, em temas como esse, o Supremo pode rever as decisões do TSE, se for provocado. Nunes Marques atendeu ao pedido da campanha de Flávio, de que o levantamento feito pelo instituto Atlas/Bloomberg teria induzido as respostas prejudicando o candidato. Os advogados basearam seu argumento no último item da pesquisa, com 48 questões, que foi o áudio em que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", inspirado na biografia de Jair Bolsonaro. Por ser essa a última questão, as pessoas já haviam opinado na pesquisa em quem votariam quando acessaram o material. Em nota, o Instituto AtlasIntel defendeu o rigor científico da pesquisa e disse que a coleta de intenções de voto ocorreu sem a reprodução do áudio. A gravação material só foi apresentada aos entrevistados numa etapa posterior e sem possibilidade de retornar às perguntas ou alterar as respostas.
O recado que Nunes Marques quer dar para as campanhas com a suspensão de pesquisa eleitoral
O recado que Nunes Marques quer dar para as campanhas com a suspensão de pesquisa eleitoral












