A decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de suspender a divulgação da pesquisa do instituto AtlasIntel questionada pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de divergências entre advogados e especialistas de direito eleitoral consultados pela Folha.

A decisão do presidente do TSE foi tomada de forma liminar (provisória) e ainda será analisada pelos demais ministros em sessão da corte eleitoral na terça (9). Até nova deliberação, a AtlasIntel fica proibida de divulgar, impulsionar ou republicar a pesquisa.

Entre os ouvidos, há quem aponte a distância entre a data em que o pedido foi parcialmente concedido, nesta segunda (8), e a divulgação da pesquisa, em dia 19 de maio, como um argumento contrário a uma decisão de caráter urgente. De outro lado, há quem entenda que mesmo com esse intervalo, eventuais danos da continuidade da divulgação justificariam a medida.

Já quanto ao mérito do caso, que ainda será analisado com maior detalhamento, após envio de informações técnicas pelo instituto, há divergência entre os que veem limitação indevida à liberdade de expressão e de informação e os que avaliam que há indícios suficientes de possível contaminação da pesquisa para a suspensão definitiva ou, ao menos, provisória.