O presidente do PT, Edinho Silva, disse nesta terça-feira (9) que respeita a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação de uma pesquisa AtlasIntel feita em maio deste ano. O levantamento foi realizado após a revelação de diálogos entre o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e apontou uma queda no desempenho do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Leia mais: “Se ele tomou essa decisão, ele deve ter fundamentos e nós respeitamos. Decisão do Poder Judiciário você não debate, você não opina, você respeita", disse a jornalistas na sede do partido, em Brasília, antes do início de seminário sobre a reforma do Judiciário. Edinho Silva também disse ter "muito respeito" pelo ministro Nunes Marques. "Temos certeza que ele vai conduzir o processo eleitoral da melhor forma possível", declarou. "Nós vamos sempre acatar aquilo que o TSE decidir e aquilo que o ministro, o presidente do TSE, expressar através de suas decisões." Nunes Marques atendeu a um pedido da defesa de Flávio, que questionou perguntas utilizadas no levantamento, afirmando que os eleitores foram induzidos a dar respostas negativas com relação ao senador. A pesquisa foi feita dias depois de o site The Intercept Brasil revelar cobranças de Flávio a Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Nunes Marques é liminar (provisória) e a suspensão será analisada pelo plenário da corte eleitoral em sessão nesta terça-feira. Como mostrou o Valor, o referendo da decisão pode enfrentar alguma resistência. O mérito da decisão ainda será analisado pelo plenário do TSE, em outra sessão de julgamento. O PT realiza hoje e amanhã um seminário sobre a reforma do Judiciário. A programação inclui juristas, ministros do governo, dirigentes partidários e ex-integrantes do governo. Segundo Edinho, uma das principais iniciativas é discutir o papel do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para fortalecer a relação do Judiciário com a sociedade civil. “Nós temos que fortalecer para que a gente possa efetivamente fortalecer a democracia. Não tem nenhum país no mundo que seja uma democracia forte com um Judiciário fraco. Isso não existe”, afirmou.
Presidente do PT evita criticar decisão de Nunes Marques que suspendeu pesquisa eleitoral: 'respeitamos'
Presidente do TSE atendeu pedido de Flávio Bolsonaro; decisão será analisada pelo plenário da Corte











