A esquerda classificou como censura a suspensão da última pesquisa Atlas/Bloomberg, considerada negativa para Flávio Bolsonaro (PL), e ligou alerta sobre o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques. Enquanto isso, a direita foi discreta ao comentar a decisão, evitando levantar novamente o assunto da relação do pré-candidato à Presidência com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou à Folha que Flávio Bolsonaro tem enfrentado "um profundo desgaste" após a revelação de que pediu dinheiro do então dono do Banco Master para financiar o filme "Dark Horse". O deputado diz que o senador seguiu a máxima de "quando não consegue ganhar na mensagem, ataca o mensageiro".

Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), Flávio deu um "tiro no pé" ao "pedir censura" por trazer "de volta o tema do vazamento do áudio". A questão é que o próprio PL decidiu não fazer alarde em cima da decisão de Kassio Nunes Marques, que chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal) por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidenciável do PL compartilhou a notícia em suas redes com os dizeres "TSE suspende pesquisa que induzia respostas contra Flávio Bolsonaro", mas não divulgou nota ou vídeo sobre o tema. Entre os poucos deputados bolsonaristas que publicaram sobre o tema, Carlos Jordy (PL-RJ) chamou a pesquisa de fake.