Ao mesmo tempo em que ocupa a cadeira de ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Floriano de Azevedo Marques atua como advogado do Google no STF (Supremo Tribunal Federal) no processo sobre o Marco Civil da Internet, em que a corte ampliou os deveres e responsabilidades das plataformas digitais.
Ele é um dos três advogados que assinam os embargos de declaração da empresa, protocolados em novembro do ano passado. Seu escritório foi incluído no caso em julho, mês seguinte ao julgamento pelo plenário do STF. O caso voltou à pauta do tribunal nesta quarta-feira (10), a poucos meses das eleições de 2026.
Enquanto advoga para uma das principais empresas do ramo da tecnologia (e que é também dona do YouTube), Azevedo Marques tem ligação com assuntos que envolvem big techs de diferentes modos enquanto ministro do TSE, especialmente num cenário em que inteligência artificial e desinformação seguem como uma das principais pautas eleitorais.
Além de os próprios partidos muitas vezes incluírem as redes sociais como partes dos processos ao pedir bloqueios de conteúdo, um regramento do TSE de 2022, por exemplo, prevê que, na hipótese de desinformação contra a integridade do processo eleitoral, o tribunal pode determinar remoção de links às plataformas sob pena de multas que vão de R$ 100 mil a R$ 150 mil por hora de descumprimento das ordens.














