Celebrada pela bancada do agronegócio como uma vitória, a proposta de renegociação de dívidas de grandes produtores rurais é uma das frentes de embate do Ministério da Fazenda no Congresso Nacional.

O texto foi aprovado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, no último dia 28, sem o aval do governo Lula, que tentou até a véspera evitar a inclusão do Fundo Social do pré-sal entre as fontes de financiamento de uma nova linha a ser criada. O projeto tem relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que deseja incluí-lo na votação do plenário do Senado nesta quarta-feira (10).

Um ponto-chave de insatisfação, porém, veio do limite de juros exigido pelo projeto de lei, muito abaixo das taxas praticadas no mercado e do que vinha propondo o governo.

Logo após a votação na CAE, o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, disse que a modelagem da renegociação poderia "quebrar os bancos".

O Banco do Brasil é um dos principais financiadores do agronegócio e viu sua carteira de inadimplência crescer no último ano. A presidente do BB, Tarciana Medeiros, e vice-presidentes da instituição financeira estiveram com Durigan na véspera da votação para falar da proposta.