Proposta está em tramitação e foi tema de conversa entre senador e ministros, preocupados com impacto fiscal Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de posse de Nunes Marques como presidente do TSE — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil A votação do projeto de lei que renegocia as dívidas de produtores rurais poderá indicar uma eventual mudança de rota na relação entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador está reunido neste momento com parlamentares e lideranças do agronegócio, que querem ver o texto ser votado ainda nesta quarta-feira (10) no plenário. Alcolumbre reuniu-se na terça-feira (9) com os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e José Guimarães (Relações Institucionais), que lhe transmitiram a preocupação do governo com o excesso de projetos com impacto fiscal em tramitação no Senado, entre os quais o que trata das dívidas do agro. Após o encontro, Alcolumbre deu sinais trocados sobre seus próximos passos. Ele se queixou da pressão que sofre para pôr em votação projetos que tratam de salários de várias categorias. "Ou eu ponho pra votar todos, ou não ponho nenhum", disse o senador no plenário. Mais tarde, Durigan disse confiar na condução de Alcolumbre. A possibilidade de que o projeto do agro seja retirado da pauta agitou desde cedo os corredores do Senado. Parlamentares ligados ao setor, especialmente do Rio Grande do Sul — Estado mais afetado —, estão no gabinete da presidência do Senado para tentar garantir a votação da matéria. Em outro lado da Praça dos Três Poderes, a expectativa é de que o texto seja retirado e só retorne após ajustes. Apesar da impressão positiva deixada na reunião de terça-feira, não há confiança plena de que Alcolumbre irá, de fato, atender ao pleito do governo — o que pode iniciar uma nova fase na relação.
Renegociação de dívidas do agro pode ditar rumo da relação entre Lula e Alcolumbre
Proposta está em tramitação e foi tema de conversa entre senador e ministros, preocupados com impacto fiscal












