O Ministério da Fazenda fechou na noite desta terça-feira (26) uma proposta para a renegociação de dívidas rurais que inclui apenas recursos livres dos bancos, que poderão usar como fontes as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e a poupança rural.
A modelagem desagradou ao setor do agronegócio por ter excluído o Fundo Social do pré-sal e o acesso a outros fundos públicos. Na visão da indústria, isso reduziria os riscos, melhorando as condições para produtores contratarem as renegociações.
Os juros propostos pelo governo também são mais altos do que o previsto pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) no projeto de lei em discussão na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, de 3,5% a 7,5%.
Havia previsão de que a proposta fosse votada na manhã desta quarta no colegiado, mas as discussões foram adiadas para que os senadores envolvidos na negociação chegassem a algum acordo. Além de Calheiros, a vice-presidente da FPA (Frente Paralamentar da Agropecuária), senadora Tereza Cristina (PP-MS), tem conversado com a Fazenda.
O agronegócio calcula que a chamada carteira estressada de crédito rural esteja entre R$ 170 bilhões e R$ 180 bilhões. A proposta do governo não indica quanto desse total conseguiria acesso à linha especial a ser criada.















