A bancada do agronegócio negocia com o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma linha especial para renegociar R$ 180 bilhões em dívidas dos produtores rurais. A fonte de recursos pode incluir sobras do Plano Safra, dinheiro do Fundo Social do pré-sal, superávit de outros fundos administrados e operações protegidas pelo FGI (Fundo Garantidor para Investimentos).
O martelo será batido nesta semana, com a possibilidade de votação do pacote no Senado. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator de um projeto de lei na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), definiu em seu relatório uma série de fontes que poderão abastecer essa linha de financiamento.
Nas últimas semanas, ele e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) estiveram duas vezes com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e técnicos da pasta para fechar um pacote.
A expectativa do agronegócio é que a renegociação de dívidas saia antes do lançamento do novo Plano Safra, previsto para junho. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, disse em abril que os recursos previstos no plano deverão ser recorde e com taxas de juros que viabilizem o acesso dos produtores. O atual, lançado em 2025, foi de R$ 516,2 bilhões.
O governo vinha tentando evitar o uso de R$ 30 bilhões do fundo do pré-sal e colocou à mesa R$ 82 bilhões que sobraram do atual Plano Safra. Calheiros manteve a previsão de uso do Fundo Social em seu relatório, tirou o limite de R$ 30 bilhões, e incluiu a possibilidade de a linha de financiamento para o agro acessar os superávits de outros fundos administrados pela Fazenda, além de fundos constitucionais como do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FGO).












