O ministro Dario Durigan, da Fazenda, anunciou nesta quarta-feira (20) que o governo concordou em aumentar o prazo de pagamento para dez anos no projeto de lei da renegociação das dívidas do agronegócio.
Além disso, o novo texto, que será concluído até o fim desta semana para ser apresentado na próxima segunda, vai prever carência de dois anos para pagamento da primeira parcela.
"Claro que vai ter uma avaliação do perfil do agricultor por parte dos bancos, mas permitindo que naqueles casos mais graves, que um período menor não daria conta, possam chegar a até dez anos", afirmou o ministro.
No fim de abril, a pasta havia apresentado uma alternativa com prazo menor, de seis anos, mas o ministro concordou em ampliar o período. Outro projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados no ano passado autoriza o uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social para uma linha especial de financiamento de débitos de produtores rurais prejudicados por eventos climáticos adversos, com prazo de dez anos para pagamento, três anos de carência e juros efetivos de 3,5% a 7,5% ao ano.
A proposta está na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, sob relatoria do senador Renan Calheiros (AL-MDB), que esteve com o ministro da Fazenda nesta quarta durante o anúncio das medidas. A reunião também contou com a presença da senadora Tereza Cristina (PP-MS). O texto do Congresso traz pontos de discordância com a Fazenda, incluindo o uso do fundo social.











