Alunos reivindicavam reajuste de bolsas e melhoria em serviços de moradia e alimentação; acordo saiu após negociação para mudança em regras de cotas para indígenas e pessoas transgêro Estudantes e funcionários fazem passeata durante greve no campus da USP em São Paulo — Foto: CSP-Conlutas/divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 10:18 Estudantes da USP encerram greve após acordo sobre cotas e bolsas Estudantes da USP encerraram greve de quase dois meses após a universidade comprometer-se com a revisão das regras de cotas para indígenas e pessoas transgênero. A paralisação, que durou 54 dias, também exigia reajuste de bolsas e melhorias nos serviços de moradia e alimentação. O acordo foi aceito em votação, mas uma manifestação ainda ocorrerá em protesto contra possíveis retaliações ao movimento estudantil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O alunos da Universidade de São Paulo (USP) anunciaram na noite de segunda-feira (8) o fim de uma greve estudantil que durava quase dois meses. Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE) que representa o corpo discente da instituição, um acordo para o fim da paralisação saiu após a reitoria concordar com demandas relativas ao estabelecimento de cotas para pessoas transgênero e facilitação do acesso de indígenas a vagas na universidade. Em comunicado, o DCE afirma que manterá, porém, uma manifestação prevista para amanhã como um protesto pela "não retaliação do movimento estudantil". O ato será na sede do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp). O acordo para finalização da greve, que durou 54 dias, foi fechado em assembléia na noite de ontem, numa votação que terminou com 323 votos pelo fim do movimento, contra 255 pela continuidade. O DCE afirma que aguarda uma reunião com representente da pró-reitoria de graduação da USP para discutir os termos do cumprimento do acordo. Além de mudanças nas regras de acesso à universidade e reajuste de bolsas, os estudantes reivindicavam melhorias nos restaurantes gerais da instituição (os "bandeijões") e no Conjunto Residencial da USP (Crusp). Ontem, na ocasião da realização da assembleia, um grupo de seis jovens foi detido após invadir o prédio da reitoria, trocar agressões com seguranças e tentar instalar barricadas. O DCE disse não ter relação com os invasores, que declararam na ocasião serem contra o fim da greve.
Estudantes encerram greve de quase dois meses na USP
Alunos reivindicavam reajuste de bolsas e melhoria em serviços de moradia e alimentação; acordo saiu após negociação para mudança em regras de cotas para indígenas e pessoas transgêro













