A greve estudantil na Universidade de São Paulo entrou em um novo impasse após a saída nesta terça-feira 26 dos integrantes da comissão criada para mediar as negociações entre estudantes e a reitoria. O movimento, que já ultrapassa 40 dias, agora enfrenta um cenário sem previsão concreta de retomada das reuniões.
A CartaCapital entrou em contato com representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP). Segundo um dos diretores da entidade, a negociação direta entre a reitoria e os estudantes foi encerrada ainda em 30 de abril. Desde então, o processo passou a ocorrer exclusivamente por meio de representantes que não integram o movimento estudantil.
Compunham a comissão de mediação os professores Rafael Cassali Ribeiro, Hugo Tourinho Filho e Cláudia Ferreira dos Santos Nogueira, além de Célia Regina Zapparoli, especialista em negociação e integrante externa à universidade. Todos deixaram oficialmente o grupo após duas reuniões realizadas neste mês.
Segundo o DCE, uma das mediadoras informou aos estudantes que a reitoria admitiu a possibilidade de elevar em 212 reais o auxílio permanência estudantil, fazendo o benefício chegar a 1.086 reais. Ainda assim, de acordo com os estudantes, a gestão decidiu não implementar a proposta.












